Goianos voltam a empreender

No primeiro trimestre de 2018, Goiás teve o melhor saldo de abertura de novas empresas dos últimos cinco anos; foram 5.282.

Os empresários goianos estão mais confiantes para abrir novas empresas ou reativar negócios interrompidos pela crise. O volume de empresas abertas em Goiás no primeiro trimestre deste ano foi o maior dos últimos cinco anos: foram 5.282 aberturas na Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), um crescimento de 4,5% sobre o mesmo período de 2017.

O movimento aumentou nos escritórios de contabilidade. A sócia proprietária do Grupo Destra, Rosana Ribeiro, informa que tem feito entre quatro e cinco aberturas e reativações de empresas inativas toda semana. Segundo ela, muitos contribuintes estão aproveitando o CNPJ já constituído e fazendo apenas alterações contratuais. Em alguns casos, até a atividade é alterada. “Um CNPJ antigo tem mais credibilidade junto a fornecedores e instituições financeiras”, diz.

Segundo Rosane, alterações feitas no Simples Nacional, que possibilitaram a inclusão de novas atividades e a mudança para faixas de menor tributação, também encorajam a formalização. Para o presidente da Juceg, Rafael Lousa, o avanço é resultado de ações para desburocratização e incentivo à formalização, melhoria do cenário macroeconômico e maior confiança dos empreendedores. Com o Portal do Empreendedor Goiano, a Juceg reduziu o tempo médio dos processos de abertura de novas empresas de cerca de uma semana para menos de 8 horas.

Em janeiro, a agora empresária Fabiane Nogueira se juntou às suas duas irmãs para abrir um berçário, que deve gerar mais dez empregos até o fim do ano. “Sempre há um receio em relação ao momento do País, mas percebemos uma demanda pelo serviço, com o número maior de mulheres trabalhando fora e a falta de vagas em CMEIs e até em outros berçários”, diz.

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Via O Popular