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Vestuário, tecidos e calçados puxam vendas no Estado

O crescimento do polo confeccionista goiano, que hoje tem na Região da 44 seu principal centro distribuidor de produtos para todo País, já está refletindo no volume de vendas do comércio no Estado. Em março, o comércio varejista goiano de tecidos, vestuário e calçados venderam 34,7% mais que no mesmo período do ano passado e 38,4% mais que em fevereiro, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE. Foi o oitavo mês consecutivo de crescimento e o melhor desempenho do setor no País.

Em geral, o comércio varejista do Estado cresceu apenas 0,2% em relação a março de 2018 e 0,8% sobre o mês de fevereiro, um desempenho bem acima da média nacional. Os varejistas brasileiros amargaram queda média de 4,5% sobre as vendas de março do ano passado. Em Goiás, os piores desempenhos, por conta do peso no cálculo do índice, foram registrados pelos supermercados e hipermercados, que venderam 3,4% menos, e pelas lojas de móveis e eletrodomésticos, que amargaram queda de 10,5%.

O superintendente do IBGE em Goiás, Edson Roberto Vieira, lembra que os números refletem a economia nacional, que ainda está em compasso de espera pelo desenrolar dos acontecimentos políticos no País. O desemprego é outro freio no avanço do consumo. Ele lembra que havia uma grande expectativa em relação aos novos governos, que ainda não foi concretizada. “Segundo o Banco Central, já tivemos oito reduções consecutivas da expectativa do mercado quanto ao crescimento da economia este ano, que caiu de 2,5% para 1,5%”, destaca.

Polo 
Mas o setor confeccionista goiano está conseguindo avançar neste mar de incertezas da economia. Muitos polos confeccionistas se desenvolveram em diversos municípios, como Jaraguá, Trindade, Taquaral, Pontalina, Goianésia e Aparecida. Além disso, Goiás já abriga grandes marcas que vendem sua moda para todo País, como Hering, Dudalina, M. Pollo, Sallo, Jean Darrot, Sol e Energia e Alto Verão, entre tantas outras.

Além disso, houve uma grande expansão do polo da Região da 44, que ganha cada vez mais shoppings, cujas lojas atendem todo País. “Desde agosto de 2018, há um crescimento consecutivo das vendas neste setor no Estado”, destaca o superintendente do IBGE. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Vestuário de Goiás (Sinvest), Divino Arruda, a expansão dos polos confeccionistas contribuiu para que a 44 se tornasse um grande polo de distribuição.

Fonte: O Popular

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